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E os homens?

sexta-feira, Abril 07, 2006
Comentário ao post medo. em conteúdo-manifesto.

Perturbador.
Outra vez as mulheres e como a vida se lhes ilude.
O Tempo, as Mulheres. Dos homens ninguém fala. Será que por estarem acomodados à sua farça de macho? Ao ritual coçar da virilha enquanto soltam uma boca áspera reduzindo um doloroso quotidiano a mera mariquice; ou ainda vestindo o fato de homem moderno, consciente da sua disfunção sempre analisada em função dele e das suas imperfeições, escudando o seu egoísmo numa retórica emotiva que converge sempre na máxima "eu sou homem e ela é mulher"?
A mulher sacode insistentemente as suas grilhetas dos séculos passados. E o homem? Co-gerador mas incapaz de autonomia na progenitura, parte fraca perante a lei em casos de conflito parental.
fraco na dor.
de vida mais curta.
sem sexto sentido.
sempre ávido de sexo.
Agora que o papel de provedor único é (felizmente) gradualmente eliminado, onde habitam estes homens, seres estilizados e isolados da fonte da vida?

A revolução feminina segue caminho. Que futuro para aqueles que não se conformam a uma reacção de macho tradicionalista?
4/07/2006 05:37:00 da manhã :: ::
2 Comments:
  • nao quero deixar de te deixar uma v'enia pela reflexao. De qualquer modo, este texto leva-me para estradas, para caminhos que ainda ando a palmilhar.
    Ainda com as minhas duvidas todas digo-te que me fascina imenso a nao-linearidade. E, talvez muito erradamente, associo mais isso 'as mulheres.

    beijinho

    By Blogger conteúdo latente, at 10:05 da manhã, Abril 09, 2006  
  • Obrigado!

    O cérebro humano é (como sistema complexo que é) necessariamente não linear. Os homens é que são condicionados para analisarem o output dessa não linearidade através de um protocolo dito convencional. Mesmo que a intuição esteja presente, esta é sempre camuflada pelo método "oficial" (este oficial daria pano para mangas). Ás mulheres são-lhes permitidas abordagens fora desse conjunto de axiomas e dogmas, deixando desta forma aflorar a não-linearidade da produção de pensamento, comum aos homens, mas que estes descuram. Se aquilo que eu chamei protocolo de análise é fruto de condicionamento genético ou social (ou uma subtil mistura dos dois), isso ainda é motivo de debate.

    (Digo eu :))

    outro.

    By Blogger Acrónico, at 3:50 da manhã, Abril 10, 2006  
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